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	<description>Sistema Fascial Integral</description>
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		<title>O corpo como portal de criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:46:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corpo Holistico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O corpo, dotado de uma inteligência subtil ligada à vibração elevada da alma, permite-nos ser transportados para a sensação de pertença dentro de nós mesmos. É importante, para nos ligarmos ao corpo, a união entre o sentir e o conhecer. Na era da informação, é sem dúvida relevante selecionarmos bem as nossas fontes, tal como [&#8230;]</p>
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<p>O corpo, dotado de uma inteligência subtil ligada à vibração elevada da alma, permite-nos ser transportados para a sensação de pertença dentro de nós mesmos.</p>



<p>É importante, para nos ligarmos ao corpo, a união entre o sentir e o conhecer. Na era da informação, é sem dúvida relevante selecionarmos bem as nossas fontes, tal como é importante que os profissionais de saúde (convencional e complementar) tragam cada vez mais informação ao público, mesmo durante os próprios procedimentos. Conhecermos e sabermos o que é aplicado ao nosso corpo ou o que tomamos é importante quer para essa ligação, quer para uma verdadeira responsabilização pela nossa própria saúde e pelo próprio corpo. O conhecimento e o concreto não têm de ser bloqueadores de sensibilidade. Podem ser usados como a base de dados que a nossa alma pode tratar, como o chão que sustenta o que sentimos. &nbsp;</p>



<p>Torna-se igualmente fundamental escutar o que sentimos. Escutar a voz da nossa sabedoria interior. Escutar o corpo como um todo e na justa medida (pois ouvir “demais” todos os sinais do corpo também é um sinal de desconexão) é a base da promoção da saúde. Quanto melhor o conhecemos e quanto mais o sentimos, mais fácil é escolher as ferramentas que queremos usar para dar respostas ao corpo, trazendo-nos bem-estar e vitalidade. Trazendo-nos saúde na sua vasta aceção, que é muito mais do que a ausência de doença.</p>



<p>A questão muitas vezes é: e como é que isso se faz?</p>



<p>Para começar, é importante perceberemos que é um caminho, e que o importante é desfrutar desse caminho. Se queremos demasiado ter uma ligação extraordinária ao nosso corpo ou resolver todos os bloqueios estamos, à partida, a bloquear o processo. Passa sem dúvida pela paciência, pela gentileza para connosco próprios.</p>



<p>O primeiro passo é gostarmos do nosso corpo. Lembrar a extraordinária capacidade de funcionamento do corpo, o porto-de-abrigo, um portal de sabedoria e de memórias, muitas delas de boas sensações, como o embalo, o aconchego, o prazer, o riso.</p>



<p>Clarissa Pinkola Estés diz “O corpo é um ser multilingue. Fala através da cor, da temperatura, do rubor do reconhecimento, da chama do amor, das cinzas da dor, do ardor da excitação, da frieza da não-convicção. Fala através do seu constante e ténue bailado, por vezes oscilante, outras vezes, nervoso, outras ainda, trémulo. Fala através das palpitações do coração, do desânimo, do vazio da alma, da esperança que renasce.” (In <em>Mulheres que correm com os lobos</em>).</p>



<p>A meditação é também fundamental neste processo de conexão com o corpo.</p>



<p>Meditar não é não pensar em nada. Estamos em meditação cada vez que o foco está no momento presente e nas sensações desse momento, sem necessidade de análise ou crítica ou auto-correção. Estamos em meditação quando o tempo deixa de ter medida. Quando parece que passaram 5 min e afinal passaram duas horas! Cada vez que fazemos algo que nos leva para essa dimensão onde o tempo não tem medida estamos a meditar. Meditar implica sempre uma boa dose de imaginação. E a imaginação, como diz Thomas Moore “é o alimento da alma”.</p>



<p>A criatividade tem um papel fundamental no acesso à voz da nossa alma, à ligação ao corpo nas suas múltiplas dimensões e é uma via para a meditação.</p>



<p>Todos temos acesso à criatividade de todas as formas, não é preciso &#8220;ter jeito&#8221; para o fazer. Mais uma vez, a chave é a entrega no processo, o próprio processo, e não o foco no resultado. Quanto mais desenvolvemos essa entrega mais caminhamos para um estado de fluidez onde até aquilo para o qual achávamos que não tínhamos jeito se concretiza numa beleza carregada de alma. E quando é dotado de alma, comunica com a alma de quem vê, sente, escuta. É uma comunicação num plano superior que acontece quando deixamos de querer que ela aconteça.&nbsp;</p>



<p>Que atividades nos fazem vibrar, suspirar, não pensar em mais nada, manter a total presença naquele momento, perdendo a noção do tempo? Pintar, escrever, dançar, moldar, fazer música, ouvir música, cozinhar, cantar? Contar histórias? Quais são os meus dons? O corpo lembra-se. O corpo sabe o que lhe comunica com o coração.</p>



<p>A manifestação da criatividade dá-se através do corpo. &nbsp;A vida é uma manifestação da criatividade. Nós somos vida. Independentemente de termos uma profissão mais artística ou mais lógica, sejamos bailarinos ou contabilistas, a energia criativa é a que move a vida.</p>



<p>Possamos dar-nos um tempo para a manifestação da nossa criatividade. Para criarmos o que for que nos faz desligar do tempo como o medimos. Cada vez que entramos nesse tempo sem medida, damos ao nosso corpo oportunidades de regeneração, de equilíbrio e de alinhamento.</p>



<p>Quanto mais nos ligamos ao corpo, mais acedemos a esse potencial criativo e à permissão para o manifestar. O corpo é um portal de criatividade através do qual acedemos ao mais elevado e belo de nós, trazendo-nos leveza e bem-estar e contribuindo para manter todos os nossos sistemas saudáveis. Lembrando que sim, criatividade e saúde também estão ligadas.</p>
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		<title>Terapia Sacro-Craniana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia Fascial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema sacro craniano é um sistema fisiológico responsável pela produção, circulação e reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), o qual alimenta e protege todo o nosso sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Este sistema é o responsável por um dos nossos ritmos internos (o ritmo sacro-craniano) e tem influência em todo o nosso corpo. [&#8230;]</p>
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<p>O Sistema sacro craniano é um sistema fisiológico responsável pela produção, circulação e reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), o qual alimenta e protege todo o nosso sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Este sistema é o responsável por um dos nossos ritmos internos (o ritmo sacro-craniano) e tem influência em todo o nosso corpo.</p>



<p>Para além do ritmo cardíaco e do respiratório, o ritmo sacro-craniano é um ritmo subtil do nosso corpo que também permite avaliar o estado de vitalidade geral. Este ritmo é marcado pela circulação constante do LCR e consiste em dois movimentos: flexão (ou expansão) e extensão (ou relaxamento).</p>



<p>A terapia sacro-craniana visa, através de um toque muito suave, libertar tensões do sistema sacro-craniano, facilitando o processo de auto-regulação do corpo e permitindo, assim, que este faça as suas próprias regulações, quando e onde forem necessárias.</p>



<p>FONTE:</p>



<p><a href="https://www.upledger.com/index.php">https://www.upledger.com/index.php</a></p>
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		<title>Manipulação Neural &#8211; The Barral Institute</title>
		<link>https://fascialkore.com/manipulacao-neural-the-barral-institute/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia Fascial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguindo os mesmos princípios de escuta fascial de Jean Pierre Barral, a Manipulação Neural atua nas relações estruturais entre os ossos do crânio e da coluna vertebral com a dura madre e os elementos neurais (nervos). Um nervo só funciona corretamente quando tem a capacidade de se mover livremente nas estruturas circundantes. A Manipulação Neural [&#8230;]</p>
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<p>Seguindo os mesmos princípios de escuta fascial de Jean Pierre Barral, a Manipulação Neural atua nas relações estruturais entre os ossos do crânio e da coluna vertebral com a dura madre e os elementos neurais (nervos).</p>



<p>Um nervo só funciona corretamente quando tem a capacidade de se mover livremente nas estruturas circundantes. A Manipulação Neural facilita a condutividade do nervo e a circulação sanguínea intraneural para uma resposta local e sistémica.</p>



<p>Fonte:</p>



<p><a href="https://www.barralinstitute.pt/">https://www.barralinstitute.pt/</a></p>
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		<title>Manipulação Visceral &#8211; The Barral Institute</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia Fascial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os nossos órgãos estão em movimento constante. Quando respiramos, quando andamos, alongamos, os órgãos movem-se na caixa torácica, na cavidade abdominal e pélvica.&#160; Devido a lesões, posturas ou traumas emocionais, os órgãos podem perder algum ou a totalidade do seu movimento. Um órgão ou víscera de boa saúde tem movimento fisiológico. Trata-se de um movimento [&#8230;]</p>
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<p>Os nossos órgãos estão em movimento constante. Quando respiramos, quando andamos, alongamos, os órgãos movem-se na caixa torácica, na cavidade abdominal e pélvica.&nbsp;</p>



<p>Devido a lesões, posturas ou traumas emocionais, os órgãos podem perder algum ou a totalidade do seu movimento.</p>



<p>Um órgão ou víscera de boa saúde tem movimento fisiológico. Trata-se de um movimento interdependente devido às membranas serosas que revestem os órgãos, os ligamentos e outros tecidos vivos, que os ligam ao resto do organismo.</p>



<p>Este movimento fisiológico pode ser dividido em dois componentes: mobilidade (movimento da víscera em resposta ao movimento voluntário ou ao movimento do diafragma na respiração) e motilidade (movimento inerente à própria víscera). Qualquer restrição, fixação ou aderência a outra estrutura, não importa quão pequena, implica um prejuízo fisiológico do órgão. A consequente modificação do seu movimento, repetida milhares de vezes por dia, pode trazer alterações significativas, quer ao órgão quer às estruturas relacionadas.</p>



<p>Devido às relações entre os órgãos e os restantes sistemas, observamos muitas vezes várias cadeias lesionais, as quais podem ser constituídas por várias ligações entre vísceras, músculos e ossos.</p>



<p>A manipulação visceral ajuda os órgãos a recuperar ou a melhorar a sua mobilidade, potenciando assim o equilíbrio de todo o sistema corporal.</p>



<p>Através da técnica de escuta fascial de Jean Pierre Barral identificamos qual ou quais as estruturas exatas que estão naquele momento a precisar de ajuda (que podem ser qualquer estrutura do corpo físico ou o corpo emocional). Quanto mais específicos formos na identificação dessa estrutura, mais global serão os efeitos do tratamento. Como refere Barral, mais do que uma ferramenta, este é um “estilo de comunicação” com o corpo. Através desta comunicação, não estamos a tratar ou a corrigir nada no corpo, estamos a “acordar” as estruturas que naquele momento o corpo precisa para desencadear a sua resposta natural de equilíbrio. &nbsp;</p>



<p>“Wake-up a little something”</p>



<p>J.P. Barral</p>



<p>BIBLIOGRAFIA</p>



<p>Barral, J. &amp; Mercier, P. (2005). <em>Visceral Manipulation </em>(revised edition). Eastland Press (USA).</p>



<p>Barral, J. (2007). <em>Understanding the messages of your body</em>. North Atlantic Books (USA).</p>
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		<title>Fáscia, a rede que nos conecta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 18:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corpo Holistico]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Fascial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é a Fáscia? A fáscia é o tecido do nosso corpo que reveste todos os outros e que, por isso, se chama também de tecido conectivo. Esta é, para mim, uma das palavras chave no que respeita a perceber a fáscia: conexão. Todo o nosso corpo está ligado internamente. Imediatamente debaixo da pele [&#8230;]</p>
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<h1 class="wp-block-heading">O que é a Fáscia?</h1>



<p>A fáscia é o tecido do nosso corpo que reveste todos os outros e que, por isso, se chama também de tecido conectivo. Esta é, para mim, uma das palavras chave no que respeita a perceber a fáscia: conexão. Todo o nosso corpo está ligado internamente. Imediatamente debaixo da pele sai este tecido que tem o aspeto de uma rede tridimensional, cristalina, que reveste todas as nossas estruturas (órgãos, músculos, ligamentos, nervos, cérebro, vasos sanguíneos, linfáticos..),conferindo-lhes estrutura e proteção. Tudo no nosso corpo é circundado por este tecido, cada célula está em contacto com a fáscia.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="534" height="706" src="https://fascialkore.com/wp/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-2.jpg" alt="Imagem do documentário “Strolling under the skin”  do Dr Jean-Claude Guimbertau (fáscia observada na pessoa viva)" class="wp-image-112" srcset="https://fascialkore.com/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-2.jpg 534w, https://fascialkore.com/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-2-227x300.jpg 227w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /><figcaption>Imagem do documentário “Strolling under the skin”&nbsp; do Dr Jean-Claude Guimbertau (fáscia observada na pessoa viva)</figcaption></figure></div>



<p>“Sem fáscia, o corpo não teria forma, função, nem suporte” (Duncan, 2014).</p>



<p>A fáscia mostra-nos também que o nosso corpo se mantém no seu lugar devido ao equilíbrio de forças de distensão/compressão. Nenhum osso do corpo está totalmente colado a outro, o que faz com que o nosso esqueleto esteja seja suportado pelo equilíbrio de tensão do sistema fascial. Tal como vemos na imagem a seguir, em que os segmentos mais sólidos se mantêm no seu lugar sem contactarem uns com os outros, devido ao equilíbrio de tensão do sistema de suspensão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="800" height="535" src="https://fascialkore.com/wp/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-3.jpg" alt="" class="wp-image-113" srcset="https://fascialkore.com/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-3.jpg 800w, https://fascialkore.com/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-3-300x200.jpg 300w, https://fascialkore.com/wp-content/uploads/2021/03/fascia-a-rede-que-nos-conecta-3-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="http://whoami-whoareyou.blogspot.com/2012/08/tensegrity-ii.html" target="_blank">http://whoami-whoareyou.blogspot.com/2012/08/tensegrity-ii.html</a></figcaption></figure>



<p>Isto é importante para percebermos que, deste modo, quando movimentamos uma parte do corpo, todo o corpo se movimenta. O mesmo acontece internamente. Os micro-movimentos que ocorrem a cada instante no nosso interior têm impacto em todo o corpo, permitindo que tudo circule dentro de nós e sendo fundamentais para os movimentos &#8220;macro&#8221; (visíveis externamente).</p>



<p>Uma das propriedades da fáscia é a viscoelasticidade, a qual remete para a sua capacidade de alongar e retrair, num meio viscoso, hidratado. Entendemos, assim, que o corpo não é uma estrutura rígida. Mesmo os ossos são revestidos por fáscia e apresentam um certo grau de maleabilidade.</p>



<p>Para além de beber água, o movimento aumenta a hidratação da fáscia, sendo fundamental para garantir o deslizamento entre todas as estruturas e para um corpo saudável.</p>



<p>A fáscia é a parte física e visível do nosso corpo por onde tudo circula, permitindo o fluxo. E o fluxo é o que mantém a vida. O fluxo de ar, de líquido, de energia. Tudo existe porque tudo flui.</p>



<h1 class="wp-block-heading">O Corpo e as emoções</h1>



<p>Um aspeto muito importante que os estudos acerca da fáscia têm permitido demonstrar é a relação entre o nosso corpo e as emoções, os sentimentos ou os pensamentos. A fáscia é um órgão extremamente sensitivo, permitindo esta comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. A fáscia é rica em recetores sensitivos que comunicam com o cérebro, e todo o sistema nervoso central, dando-nos capacidade de percecionar o nosso corpo internamente, quer em termos de posicionamento (saber a posição do corpo sem ter de o ver, a que chamamos propriocepção) quer em termos de estado geral (interocepção).</p>



<p>A interocepção remete para a “Consciência da condição corporal baseada em informação que deriva diretamente do próprio corpo” (Bordoni &amp; Marelli, 2017).</p>



<p>Esta capacidade de sentir o próprio corpo é um aspeto fundamental para a saúde. De acordo com Bordoni &amp; Marelli (2017), o sistema miofascial possui uma extensa e apurada inervação, omnipresente e diversificada. A interocepção pode modular a forma como percepcionamos o nosso corpo (representação exteroceptiva do corpo), e também a tolerância à dor.</p>



<p>Deste modo, a presença de um distúrbio no contínuo fascial, durante as atividades e os momentos do dia-a-dia, podem alterar o estado emocional da pessoa, tal como estudos revelam na presença de fibromialgia e outras situações patológicas. Uma disfunção no sistema fascial altera a postura corporal e o estado emocional (Bordoni &amp; Marelli, 2017).</p>



<p>Verbalizamos muitas vezes expressões como &#8220;ter o peito apertado&#8221; , ou &#8220;levar um murro no estômago&#8221;, que expressam esta ligação entre o físico e as emoções.</p>



<p>Os órgãos são extremamente receptivos às emoções e sentimentos.&nbsp;</p>



<p>Jean Pierre Barral refere no seu livro &#8220;Understanding the messages of your body&#8221;: &#8220;Normalmente, se incluirmos os cinco sentidos, o cérebro recebe mais de dez biliões de estímulos informativos por segundo. Quando em perigo, juntam-se cem milhões extra. Felizmente, toda esta informação é removida e resolvida por uma estrutura nervosa chamada substância reticulada. Os fenómenos psicossomáticos ocorrem quando os resíduos emocionais se derramam nos nossos órgãos. Dentro de fronteiras aceitáveis, este é um fenómeno que nos ajuda a manter a saúde mental. Fora dessas fronteiras experienciamos dor e desconforto.&#8221;</p>



<h1 class="wp-block-heading">Memória corporal</h1>



<p>Outra questão importante relacionada com a fáscia é a sua capacidade de armazenar memória. De acordo com o Editorial “Does Fascia hold memories?” (Tozzi, 2013), muitos terapeutas fasciais já experienciaram em algum momento da sua prática, enquanto trabalham em tecidos disfuncionais no corpo, fenómenos que podem ser interpretados como uma libertação de memórias, existindo já pesquisas modernas que propõem diferentes interpretações de como a memória pode ser armazenada nos tecidos, envolvendo possivelmente outras formas de armazenamento de informação não exclusivamente processadas neurologicamente (ao nível do cérebro, do sistema nervoso).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Reflexão</h1>



<p>As posturas repetidas ou mantidas por muito tempo, traumas, doenças ou emoções e sentimentos (que o cérebro descarrega para o corpo) conduzem os tecidos (sejam órgãos, nervos, ligamentos, músculos ou outros) à perda de mobilidade, tornando-se mais aderentes. Todo o corpo se vai ajustar no sentido de compensar essa perda de mobilidade até que, quando o corpo já não consegue compensar, surgem os sintomas.</p>



<p>O dia-a-dia pode trazer-nos imensos fatores geradores de tensão, quer física, quer psico-emocional. Essas tensões resultam em compressões, aderências, restrições de movimento ou estagnação do fluxo, os quais vão gerar desequilíbrios corporais que, com o tempo, podem vir a culminar em disfunção nos sistemas, predisposição para a doença ou para a lesão, patologias ou dor. Precisamos assim encontrar oportunidades que contrabalancem esses estímulos de tensão, trazendo alongamento, espaço, fluidez, leveza ao nosso interior. Para que o corpo se mantenha saudável necessita de uma boa circulação e fluidez.</p>



<p>Andrew Still, considerado o pai da osteopatia, dizia que&#8221; a Fáscia é onde a alma habita&#8221;. Esta expressão traz-me uma sensação de grande reconhecimento. Quando nos permitimos sentir e escutar o corpo na sua totalidade, contactamos com uma inteligência muito diferente da inteligência lógica. A inteligência do corpo está intimamente ligada às sensações e revela-nos uma capacidade de expressão para lá do que conseguimos analisar. É uma comunicação subtil que nos conecta à perceção da corporalidade em múltiplas dimensões. Essa perceção faz-nos, muitas vezes, suspirar, inspirar profundamente, sorrir, traz-nos um brilho nos olhos, traz-nos, no fundo, uma sensação de gratidão profunda pela beleza de estar vivo.</p>



<p>A arte (dançar, deixar-se ir por uma música, pela escrita, pela pintura, ou qualquer outra forma de criatividade) é um dos meios pelo qual podemos aceder de forma verdadeira a essa expressão e escuta do nosso ser. A criatividade é um portal para a alma. E, para mim, o corpo é um portal para a criatividade.</p>



<p>Se sentimos, dentro de nós, um impulso para fazer mais, para nos encontrarmos connosco próprios, para saber o que viemos cá fazer, abrimos espaço para o contacto consciente com a alma. A alma é o elemento mediador entre o nosso eu-superior (a fonte, o universo) e a nossa psique. É este elemento mediador que nos guia para o alinhamento com o nosso propósito. A fáscia é o elemento mediador entre todos os tecidos e entre todas as dimensões do corpo humano. Na minha visão ambas, fáscia e alma, estão inevitavelmente interligadas.</p>



<p>Conhecer a fáscia permite ampliar a nossa visão no que respeita ao corpo humano. O corpo deixa de ser visto como um conjunto de peças e passa a ser compreendido e sentido como um sistema único. Um sistema fluido e deslizante, intimamente ligado às nossas emoções e pensamentos. Somos resultado da nossa história e ela está escrita em cada célula do nosso corpo, com impressões também da história da nossa família e da história da humanidade. A fáscia é unidade.</p>



<p>Aliar o conhecimento científico e da anatomia humana à escuta dos tecidos, resulta numa intervenção fundamentada e, em simultâneo, guiada pelo próprio corpo, numa manifestação de profundo respeito pelo ser humano. Cada indivíduo é único, cada resposta ao tratamento é única e a abordagem será aquela que o corpo precisa naquele momento, seja mais física, mais emocional, mais energética ou tudo junto.</p>



<p>O corpo é um todo, maior do que a soma das suas partes.</p>



<p><strong>BIBLIOGRAFIA</strong></p>



<p>Barral, J. (2007) <em>Understanding the messages of your body</em>. North Atlantic Books (USA).</p>



<p>Bordoni, B. &amp; Marelli, F. (2017). Emotions in Motion: Myofascial Interoception. <em>Complementary Medicine Research, </em><strong>24: </strong>110-113.</p>



<p>Duncan, R. (2014). <em>Myofascial Release</em>. Human Kinetics (UK).</p>



<p>Tozzi, P. (2014). Does Fascia Hold Memories. <em>Journal of Bodywork and Movement Therapies, </em><strong>18</strong>: 259-265.</p>
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